Nota de aplicación

Umidade em câmaras climáticas e de ensaio

Por que os materiais vedantes e as amostras sob teste alteram a leitura de umidade, o risco de condensação por um salto térmico mínimo, e como a purga química e as sondas aquecidas resolvem ambos os problemas.

As câmaras climáticas e de ensaio submetem produtos e materiais a ciclos controlados de temperatura e umidade para validar seu comportamento. Para o contexto geral da grandeza, veja a landing de instrumentação de umidade.

Diferente de um ambiente de HVAC estável, uma câmara de ensaio submete o sensor a condições extremas e variáveis — e frequentemente compartilha o volume com os próprios materiais vedantes e amostras que estão sendo avaliadas, que podem interferir na leitura.

Esta nota aborda

  • Por que os materiais vedantes e as amostras sob teste alteram a leitura de umidade
  • O risco de condensação quando há um salto térmico de apenas 1 °C
  • Como a purga química e as sondas aquecidas resolvem ambos os problemas

Por que os materiais dentro da câmara alteram a medição

Alguns materiais vedantes usados nas paredes da câmara ou nas passagens de cabos podem liberar compostos como ácido acético durante sua cura, gerando um desvio de umidade. O efeito costuma ser reversível, mas pode afetar temporariamente a precisão do sensor enquanto o material continua liberando esses compostos.

O mesmo ocorre com os materiais sob ensaio: mesmo uma quantidade relativamente pequena de substâncias liberadas pode atrasar a secagem da câmara e contaminar a superfície sensora, gerando leituras de umidade mais altas do que a real até que a câmara se estabilize.

O risco de condensação por um salto térmico mínimo

Em condições de alta umidade, a instalação do sensor importa tanto quanto sua precisão nominal: uma queda de apenas 1 °C na superfície da sonda a 40 °C e 95% UR pode atingir o ponto de orvalho e gerar condensação sobre o próprio sensor, distorcendo a leitura.

O limite também aparece no extremo quente: em sistemas não pressurizados, a 120 °C a umidade relativa máxima alcançável fica em torno de 51%, limitada pela pressão de saturação da água (aproximadamente 1,987 bar) — uma câmara que reporte valores acima desse limite nessas condições está indicando um problema de medição, não uma condição real.

Purga química e sondas aquecidas

Técnico operando uma câmara climática de ensaio.
Técnico operando uma câmara climática de ensaio.

Para condições exigentes, a Vaisala oferece instrumentos com função de purga que aquecem periodicamente o sensor para eliminar a contaminação química acumulada pelos materiais vedantes ou pelas amostras sob teste, evitando que esse desvio se torne permanente.

Quando a condição de trabalho se aproxima da saturação — por exemplo 95% UR a 95 °C — a tecnologia de sonda aquecida (como a usada no módulo HMM170) aquece o corpo da sonda para evitar a condensação diretamente no ponto de medição. Se uma câmara ficar contaminada, aquecê-la a 160 °C por uma hora costuma bastar para eliminar os resíduos e recuperar uma leitura confiável; a calibração de campo é verificada com um kit de banho de sal (HMK15) junto com um medidor portátil.

Este conteúdo técnico é baseado na nota de aplicação da Vaisala sobre medição de umidade em câmaras de ensaio (perguntas e respostas). A AKRIBIS é parceira autorizada da Vaisala para distribuição e suporte técnico na região — conheça a linha completa de instrumentação Vaisala. Para a sonda específica da sua câmara, consulte um especialista.

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