Como escolher o instrumento de umidade correto
Escolher um instrumento de umidade não é buscar “o melhor sensor”, mas fazer coincidir o parâmetro e o ambiente com a aplicação. Um critério de seleção aplicado na ordem certa.
A escolha de um instrumento de umidade depende menos do sensor “ideal” e mais de fazer coincidir o parâmetro a medir com as condições reais do processo. Esta nota ordena os fatores de decisão; para os fundamentos por trás de cada um, veja Fundamentos da umidade, parte 1.
Um instrumento mal escolhido não falha de forma óbvia: entrega dados que parecem razoáveis mas não refletem a condição real do processo. Por isso o critério importa tanto quanto a precisão nominal do sensor.
Esta nota aborda
- Quando medir umidade relativa e quando ponto de orvalho
- O que exigem a alta umidade (condensação) e a baixa umidade
- Como influem a temperatura e a pressão do processo
- Instalação direta vs. sistemas de amostragem
- Ambientes especiais: áreas classificadas e estresse mecânico
Umidade relativa ou ponto de orvalho?
Os instrumentos de umidade relativa rendem melhor em condições moderadas, mas sua precisão se degrada em ambientes muito secos: em baixas umidades, a exatidão de calibração de um instrumento de UR pode não ser suficiente. Nesses casos o ponto de orvalho é a melhor variável —há tecnologias de sensor, como DRYCAP® da Vaisala, projetadas especificamente para medição de ponto de orvalho em ar seco—.
A regra prática é simples: se o processo trabalha em umidades baixas ou precisa controlar a condensação, meça ponto de orvalho; se trabalha na faixa média e o objetivo é o conforto ou o processo ambiental, meça umidade relativa e temperatura.
Conforme o nível de umidade
Em alta umidade (acima de 90 % UR) o risco de condensação cresce de forma abrupta: uma diferença de apenas 2 °C pode fazer a água condensar sobre o sensor. Para esses ambientes recomendam-se sondas com sensor aquecido, que evitam o dano por condensação e o acúmulo de sais que degrada a precisão.
Em baixa umidade (abaixo de 10 % UR) convém medir ponto de orvalho, que dá uma indicação confiável do conteúdo de água onde a UR perde resolução. Os sensores baseados em tecnologia DRYCAP® toleram picos de água e exposição a alta umidade, o que os torna resistentes a falhas de um sistema de secagem.
Conforme a temperatura e a pressão do processo
Acima de 60 °C, a eletrônica do transmissor deveria ser montada fora do processo, inserindo apenas uma sonda apta para alta temperatura. Diante de grandes flutuações térmicas, a compensação de temperatura integrada é essencial para uma leitura confiável.
Quando é preciso isolar o processo ou lidar com diferenças de pressão significativas, precisam-se cabeçotes de sonda selados e uma montagem adequada. Os vazamentos de pressão no ponto de entrada alteram a umidade local e produzem leituras falsas —um erro de instalação que nenhum sensor, por melhor que seja, pode corrigir sozinho—.
Instalação direta vs. sistemas de amostragem
A montagem direta da sonda alcança a melhor precisão e o melhor tempo de resposta. Os sistemas de amostragem são usados quando a instalação direta não é viável, mas com uma ressalva importante: não se deve medir umidade relativa através de um sistema de amostragem externo, porque a mudança de temperatura no percurso afeta a medição.
Para amostragem de ponto de orvalho, recomenda-se traçado térmico (trace heating) quando a temperatura ambiente ao redor da serpentina de resfriamento ou do tubo de conexão está dentro de 10 °C da temperatura de ponto de orvalho, para evitar condensação no tubing.
Ambientes especiais: áreas classificadas e estresse mecânico
Em atmosferas potencialmente explosivas só podem operar produtos certificados segundo normas como ATEX (obrigatória na Europa desde 2003). Para esses casos existem instrumentos intrinsecamente seguros específicos para áreas classificadas —consulte um especialista sobre o modelo apropriado para sua zona—.
O choque e a vibração exigem atenção ao tipo de sonda, ao método de montagem e à localização de instalação. A escolha correta do instrumento inclui esses fatores mecânicos, não apenas a faixa e a precisão de medição.
Este conteúdo técnico é baseado no material educativo da Vaisala sobre seleção de instrumentos de umidade e ponto de orvalho. A AKRIBIS é parceira autorizada da Vaisala para distribuição e suporte técnico na região — conheça a linha completa de instrumentação Vaisala. Para o modelo específico da sua aplicação, consulte um especialista.
Instrumentos para medir Umidade
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CWL100 Data logger sem fio para a nuvem para temperatura e umidade -
GMW80 Transmissor de parede de CO2, umidade e temperatura para qualidade do ar interior -
GMW90 Transmissor de parede de CO2 para projetos de construção sustentável -
HMD60 Transmissor de duto de umidade e temperatura para HVAC -
HMP155 Sonda HUMICAP® de umidade e temperatura para ambientes exigentes -
HMT120/130 Transmissores de umidade e temperatura com sonda intercambiável para salas limpas -
HMW90 Transmissores de parede de umidade e temperatura para automação predial -
HPP270 Sonda PEROXCAP® de peróxido de hidrogênio vaporizado para biodescontaminação -
Indigo200 Transmissor compacto de uma sonda para o ecossistema Indigo -
Indigo500 Transmissor universal para sondas compatíveis com Indigo -
Indigo80 Indicador portátil para sondas compatíveis com Indigo -
RFL100 Data logger sem fio VaiNet para monitoramento contínuo -
VDL200 Data logger PoE multiparâmetro para monitoramento contínuo -
WXT530 Série de transmissores meteorológicos compactos multiparâmetro
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