Mapeamento de temperatura com o sistema de monitoramento viewLinc
Como realizar estudos de mapeamento para qualificar câmaras, depósitos e equipamentos usando o mesmo sistema de monitoramento contínuo, com dados ao vivo e critérios de aceitação definidos antes do estudo.
Mapear e monitorar são processos muito parecidos: em ambos, dados ambientais são coletados em intervalos regulares de data loggers implantados em campo. A diferença é que no monitoramento contínuo os equipamentos ficam fixos em uma localização, enquanto em uma qualificação de mapeamento são implantados por períodos curtos em localizações que mudam de estudo a estudo.
Por essa similaridade, as qualificações de mapeamento térmico podem ser realizadas com o mesmo software de monitoramento — evitando equipamentos de aquisição dedicados, termopares e data loggers menos robustos.
Esta nota aborda
- Por que o mapeamento com data loggers sem fio permite ver o estudo ao vivo
- O que as sondas inteligentes aportam à logística de calibração
- O procedimento de mapeamento e as regras que não admitem exceção
Dados ao vivo: o estudo não falha em silêncio
Com data loggers sem fio conectados pela tecnologia VaiNet da Vaisala — mais de 100 metros de alcance em interiores, mesmo em ambientes de manufatura complexos — os dados do mapeamento são vistos em tempo real, de uma câmara frigorífica a um depósito ambiente de grande superfície. Como o software é um sistema de monitoramento, pode notificar instantaneamente se os dados não cumprem os critérios de aceitação: nunca mais recolher os loggers ao final do estudo apenas para descobrir que ele falhou.
Os dados ao vivo também permitem detectar quando o recinto atingiu o equilíbrio térmico antes de iniciar formalmente o estudo. E se a conexão for interrompida, cada logger conserva 30 dias de dados localmente; ao reconectar-se, o software os baixa automaticamente pelo processo de backfill.
Sondas inteligentes e logística de calibração
Os data loggers sem fio da série RFL usam sondas inteligentes: dispositivos de medição independentes que armazenam seus dados de calibração em memória própria e realizam a conversão analógico-digital localmente. A consequência prática é que somente a sonda precisa ser calibrada, não o logger.
Terminado o estudo, as sondas são retiradas para a verificação de calibração posterior, e o corpo do logger recebe uma sonda calibrada para ser implantado de imediato no próximo estudo — os equipamentos nunca saem de serviço. Com amostragem fixa de 1 minuto, sincronização por NTP, bateria de 18 meses com pilhas AA padrão e faixas de até −196 °C com sonda remota, a mesma frota cobre de freezers de ultrabaixa temperatura a depósitos completos.
O procedimento, e as regras que não admitem exceção
O procedimento com o viewLinc é breve: instalar e validar o software com seu protocolo IQOQ (uma única vez), cadastrar os data loggers (uma única vez), criar «Locations» virtuais para cada ponto do estudo e vinculá-las aos loggers, definir os critérios de aceitação com um template de alarme de limiar, implantar, verificar o equilíbrio, executar o estudo e gerar os relatórios de histórico de alarmes e de localizações.
Duas regras são inflexíveis. Primeira: os critérios de aceitação devem ser definidos antes de executar o estudo — o software não permite criar limiares de alarme retroativamente. Segunda: são necessários dois relatórios para a evidência completa — o histórico de alarmes identifica as excursões que violaram os critérios, e o histórico de localizações aporta os dados brutos e estatísticos, com máximos e mínimos por ponto. Para análise avançada, os dados são exportados para planilha.
Este conteúdo técnico é baseado na nota de aplicação da Vaisala sobre mapeamento de temperatura com o sistema viewLinc. A AKRIBIS é parceira autorizada da Vaisala para distribuição e suporte técnico na região — conheça a linha completa de instrumentação Vaisala. Para projetar o estudo de mapeamento da sua câmara ou depósito, consulte um especialista.
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