Nota técnica

DGA infravermelho e óleos envelhecidos: é possível medir sem recalibração?

A medição infravermelha torna possível um monitor DGA livre de manutenção — se o desafio do envelhecimento do óleo for resolvido. Esta nota explica por que os óleos envelhecidos interferem na medição e como a autocalibração elimina a necessidade de recalibrar.

As tecnologias infravermelhas — NDIR ou fotoacústica (PAS) — são uma base comprovada para a análise de gases dissolvidos em linha, e têm um atrativo adicional: tornam possível um monitor DGA livre de manutenção, sem consumíveis nem gases de arraste, que não precise de recalibração em campo. Com uma condição — resolver o desafio do envelhecimento do óleo.

Esta nota explica em que consiste esse desafio e como ele é resolvido. Para o contexto geral da técnica, ver a landing de instrumentação de gases dissolvidos em óleo e a nota sobre o papel do monitoramento DGA em linha.

Esta nota cobre

  • Por que os óleos envelhecidos interferem na medição infravermelha
  • Como a autocalibração compensa os gases interferentes
  • O que significa em serviço: estabilidade de longo prazo sem recalibração

O desafio: óleos que envelhecem

O óleo de transformador não é uma substância simples nem estável: é uma mistura complexa de hidrocarbonetos cuja composição química se deteriora com os anos por oxidação, estresse térmico e outros mecanismos de envelhecimento. Essa deterioração gera compostos novos dentro do próprio óleo.

O problema para a medição infravermelha é que vários desses hidrocarbonetos de envelhecimento absorvem luz em comprimentos de onda que se sobrepõem às assinaturas de absorção dos gases de falha. Se o instrumento não compensa isso, essa interferência se traduz em concentrações errôneas — e em um DGA, uma leitura errônea significa diagnósticos de falha equivocados ou alarmes falsos.

A solução: autocalibração

A abordagem tradicional para conter essa deriva é recalibrar o instrumento periodicamente — um procedimento custoso que interrompe o monitoramento e, em um ativo remoto, implica logística de campo. A alternativa incorporada no monitor Optimus™ OPT100 é a autocalibração: o instrumento analisa de forma frequente e automática a composição do óleo, identifica os gases interferentes e compensa seu efeito sobre a medição.

Com a interferência compensada em cada ciclo de medição, a necessidade de recalibração desaparece por completo: o monitor mantém sua exatidão mesmo com o óleo continuando a envelhecer, sem intervenção em campo nem retorno à fábrica.

O que significa em serviço

Para o operador, o resultado é estabilidade de longo prazo com operação livre de manutenção: o monitor entrega resultados consistentes durante toda a vida do transformador, sem procedimentos de recalibração off-line nem janelas de indisponibilidade do monitoramento.

O ponto de fundo é que a viabilidade do DGA infravermelho sem recalibração não depende do sensor isolado, mas do sistema completo: a qualidade da óptica, a referência de medição e a capacidade de analisar e compensar a matriz de óleo real em que se mede. É essa combinação que converte uma tecnologia de laboratório em um instrumento de campo confiável.

Este conteúdo técnico é baseado no artigo da Vaisala "Infrared DGA and aging oils – possible without recalibration?", de Senja Leivo (Senior Industry Expert). A AKRIBIS é parceira autorizada da Vaisala para distribuição e suporte técnico na região — conheça a linha completa de instrumentação Vaisala. Para avaliar a tecnologia DGA adequada para a sua aplicação, consulte um especialista.

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